Vim para a StartArt com um projeto de escrita.
Estou a recontar as histórias do meu pai. Durante muito tempo viveram na minha cabeça, à espera de um sítio grande o suficiente para se desdobrarem.
A casa deu-me isso. Deu-me literalmente o espaço físico para deixar as minhas ideias ganharem vida.
É grande o suficiente para encontrarmos o nosso tempo de silêncio. Mas é também o tipo de lugar onde nos cruzamos com outras pessoas e acabamos a fazer coisas juntos.
Logo no primeiro dia, mal tinha chegado, alguém disse: “Ok, vamos ao rio.” É um minuto a pé. E de repente estamos dentro desta paisagem lindíssima.
“Senti que todo o peso do trabalho dos últimos meses me estava simplesmente a sair dos ombros.”
O que não esperava eram as pessoas. Pessoas criativas, com a mesma sensibilidade, que ao almoço se viram para nós e dizem: “Olha, está aqui uma tela em branco. Queres vir pintar connosco junto ao rio?”
Vim para escrever. Acabei também a pintar.
Foi uma experiência maravilhosa.
